Vidas perdidas não voltam
mais
O Brasil era conhecido pelo espírito pacato
de sua gente, mas, com a crescente violência no país,
nossa marca agora são as balas perdidas.
* Por Evelyn Ferreira
FORTALEZA/CE - Temos visto, leitores,
que a violência cresce a cada dia em nosso país.
Essa frase pode parecer clichê, mas sentimos a sua força
a cada novo despertar do sol.
Nunca vimos tantas vítimas
de balas perdidas como hoje vemos. Nunca vimos tantas vidas inocentes
serem interrompidas como presenciamos nos noticiários e
programas policiais.
Estamos em guerra. Uma guerra
entre bandidos e policiais (o que não significa necessariamente
que seja uma luta entre o mal e o bem, posto que policiais são
corrompidos com freqüência no Brasil, infelizmente).
Nossa realidade está caótica.
Já não mais podemos dizer com sorriso nos lábios
e peito estufado que somos um povo pacato, se nem nossas crianças
têm suas vidas poupadas em meio à criminalidade.
O que vemos no rosto do cidadão
comum é o medo e o desespero e, na cara dos bandidos, a
sensação de invencibilidade.
Sabemos, com imensa tristeza,
que o número de mortos e feridos tende a aumentar. Temos
consciência de que ataques violentos não são
solucionados com repressão de igual valor, logo aumentar
o policiamento pode apaziguar a situação momentaneamente,
mas não trará muitos benefícios em longo
prazo.
Não se pode compensar de
forma alguma a vida de um ser humano. O que as famílias
das vítimas esperam, juntamente com toda a sociedade brasileira,
é que haja punição adequada e rigorosa aos
criminosos.
Faça-se a justiça!