NITEROI - Foi recente a polêmica gerada
pela campanha de vacinação contra o Papiloma Vírus,
conhecido pela sigla HPV. A polêmica foi causada pela ala
conservadora da sociedade, que acredita que a vacina contribuirá
para uma vida mais promíscua, já que ainda paira
a tentação de taxar, os que contraem DST´s
como pessoas de moral duvidosa.
De um lado, defensores da campanha, afirmam
que nenhuma mulher, por mais elevada que seja sua moral, está
livre de contrair uma doença sexualmente transmissível.
Isso porque, ninguém planeja o dia e a hora para sofrerem
um abuso sexual. Além do mais, há pessoas que mantêm
relações sexuais com um único parceiro, seja
ele namorado, marido, e, por acreditar cegamente no amor, acaba
por sofrer a decepção de com o término do
relacionamento, ter adquirido uma DST.
Oposições e defesas a parte,
é fato que a vacina ainda não tem resultados comprovados.
Porém, a tentativa é válida. Já que
o vírus possui uma variabilidade tão grande, que
estudos comprovam que cerca de 50% a 80% das mulheres que possuem
vida sexual ativa, irão em algum momento contrair a doença.
O HPV é um tipo de vírus que
pode causar câncer no colo do útero, o que afetaria
e traumatizaria a mulher, se malefícios maiores forem causados.
São dezenas de tipos do vírus, no entanto, nem todos
são causadores de câncer, mas, a grande maioria causa
lesões na vagina, colo do útero, pênis e ânus.
Algumas variedades do vírus apresentam verrugas nas regiões
afetadas.
É interessante saber que o HPV é
um tipo de vírus que se manifesta no corpo humano de diferentes
maneiras. Verrugas em crianças, por exemplo, é uma
maneira da manifestação desse. Porém, do
ponto de vista humano, as infecções genitais são
as que merecem maior atenção. Os vírus que
provocam verrugas são os que menos evoluem para câncer,
são os considerados benignos. Outros tipos que não
se manifestam, os mais perigosos e silenciosos, muitas vezes,
só são detectados em exames como o Papanicolau,
mostrando a relevância e importância das mulheres
fazerem-no ano a ano.
A partir do momento em que a mulher inicia
sua vida sexual é importante ela visitar regularmente um
ginecologista e fazer os exames necessários. Visto que,
quanto antes doenças impertinentes forem detectadas, mais
fácil será a cura e menores serão os malefícios
causados pelos mesmos.
É possível a pessoa que adquirir
o vírus elimina-lo de maneira natural, sem desenvolver
lesões. Mas, há tratamentos que devem ser tratados
com medicamentos, muitas vezes de alto custo, como o Aldara.
De qualquer maneira, é importante
a mulher exigir camisinha sempre que for ter relações
sexuais, independente do nível do relacionamento, pois
são diversas as mulheres que se contaminam através
dos parceiros. Aderir à vacina não deixa ninguém
livre de adquirir outros das dezenas de tipos do vírus.
Então, sexo só se for com camisinha!